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One of the bests

Essa é umas das melhores cenas do cinema de todos os tempos. Na minha humilde opinião. Quem diria que, anos depois, ele se tornaria Alan Harper. tsctsctsc. Pra quem não sabe, o filme é Pretty in Pink. Ou Garota de rosa shocking. E você, que não sabia disso, corra na melhor locadora e alugue.

Té!

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Alex and Gigi

Alex and Gigi

Ando viciada nesse filme. Acabo até gostando de Keane porque a cena de beijo leva “Somewhere Only We Know” como música de fundo.

Eu sou uma menina típica no quesito “Chickflicks”. Vejo. Amo. Revejo inúmeras vezes. Logo, gosto (muito) de “Ele não está tão afim de você”.

Mas esse filme tem uma coisa de diferente. Apesar do final feliz, ele fala algumas verdades muito importante que toda garota deve saber. Realmente a cultura ocidental tem feito que nós, meninas, moças, mulheres – chame como quiser – acreditemos em coisas absurdas. Em príncipe encantado, amor à primeira vista, paixão eterna e afins. Isso é tão bizarro!! Não há maneira melhor de descrever. Eu mesma, que me considero bem cínica (por exemplo, não acredito, nem com muito esforço no tal ‘amor à primeira vista’), às vezes me pego nos devaneios dos filmes hollywoodianos. E isso não faz bem, cara. Definitivamente. Porque, no final, quando a música perfeita não toca na hora do beijo, mas sim um funk idiota em algum baile perto da sua casa. Ou o príncipe é meio grosso e tem chulé. Daí, sobe aquela frustração, uma vontade de matar o mundo, quebrar tudo, pegar um balde de pipoca e o novo dvd remasterizado de colecionador que você acabou de comprar de Gatinhas e Gatões e assistir entendendo que esse tipo de felicidade não é para você. E não é mesmo.

Aliás, eu acho que deveria ser obrigatório que viesse em todos os dvds de Chick flicks muitos extras. E todas deveriam assistir. Quem sabe era uma chance de se cair na real? Ver que todo o romance e glamour daquela cena deve muito à música (que é inserida depois) e à edição (que corta daqui, ajeita de lá e -bam- tudo lindo!). O beijo romântico e lindo, na verdade aconteceu com dezenas de pessoas assistindo, muito ensaio antes e uma iluminação perfeita.

Não é que as mulheres não devam acreditar em amor, ou em felicidade conjugal. Mas é fato que nós precisamos parar de acreditar em contos de fadas! Precisamos colocar em nossas lindas e eficientes cabecinhas que podemos encontra alguém legal, charmoso, cúmplice e etc. E podemos realmente viver uma história de amor. Só que o cara não vai aparecer num cavalo branco. Nem em um Audi A4. Não necessariamente. E mesmo que apareça, não quer dizer que a vida será perfeita e sem problemas. Nem que ele será perfeito. Aliás, me lembrei agora de uma daquelas camisetas de frases infames que vejo pelas ruas que diz assim: “não existe mulher feia/você é que bebeu pouco”. Acho que deveríamos ter uma que dissesse: “Não existe homem perfeito/você é que se iludiu demais”.

B-bye!

As veias da cidade

Mapa do metrô de São Paulo

Mapa do metrô de São Paulo

Definitivamente boa parte da vida de São Paulo circula pelas vias do metrô. Essa cidade é tudo de bom! Poucos dias por lá não são, nem de longe, o suficiente para desfrutar tudo o que ela tem para oferecer. Preciso morar uns anos por ali…

Dia Internacional do Rock

Eu sei que esse dia foi comemorado ontem, mas como o VH1 está realizando o mês do Rock, concluí que também posso comemorar o tempo que quiser. Primeiro porque sou a autora do blog. Segundo, porque Rock `n Roll sempre é uma boa razão para celebrar!

Essa é a letra da minha música favorita no novo cd do U2, No Line On The Horizon, que aliás é muito bonito.

She’s a rainbow and she loves the peaceful life
Knows I’ll go crazy if I don’t go crazy tonight
There’s a part of me in the chaos that’s quiet
And there’s a part of you that wants me to riot

Everybody needs to cry or needs to spit
Every sweet tooth needs just a little hit
Every beauty needs to go out with an idiot
How can you stand next to the truth and not see it?

A change of heart comes slow

It’s not a hill, it’s a mountain
As you start out the climb
Do you believe me, or are you doubting
We’re gonna make it all the way to the light
But I know I’ll go crazy if I don’t go crazy tonight

Every generation gets a chance to change the world
Pity the nation that won’t listen to your boys and girls
Cos the sweetest melody is the one we haven’t heard
Is it true that perfect love drives out all fear?
The right to appear ridiculous is something I hold dear
Oh, but a change of heart comes slow

It’s not a hill, it’s a mountain
As you start out the climb
Listen for me, I’ll be shouting
We’re gonna make it all the way to the light
But you now I’ll go crazy if I don’t go crazy tonight

Baby, baby, baby, I know I’m not alone
Baby, baby, baby, I know I’m not alone

It’s not a hill, it’s a mountain
As we start out the climb
Listen for me, I’ll be shouting
Shouting to the darkness, squeeze out sparks of light

You know we’ll go crazy
You know we’ll go crazy
You know we’ll go crazy if we don’t go crazy tonight

Oh oh
Slowly now
Oh oh

I`ll go crazy if I don`t go crazy tonight

Beijos!

Só (?) mais uma morte.

Este é só mais um post sobre a morte de Michael Jackson. Mas esse post está sendo escrito como um desabafo. Toda gente aqui em casa já ouviu, mas resolvi abrir para o mundo (apesar de ter apenas 3 leitores): NÃO AGUENTO MAIS OUVIR FALAR NESSA MORTE!!!

Entendam bem: não tenho nada contra o Michael Jackson. Na verdade, não sou superfã, nunca fui. Mas também não sinto desprezo por sua morte. Assim como nunca senti pela de nenhum ser humano. E que Deus me toque com esses acontecimentos para sempre. Porém, desde ontem à noite, não se fala de outra coisa nos noticiários. E nos jornais on line é o assunto de maior destaque. Tudo bem, concordo que foi uma grande perda para a música, mas só isso aconteceu no mundo nas últimas 24 horas? Duvido muito.

Tenho certeza que muitas mulheres perderam seus maridos, muitos filhos perderam suas mães. Algumas pessoas ganharam campeonatos e, provavelmente, muitas falcatruas foram realizadas em Brasília. Será que nada disso tem importância? Eu não acredito nisso.

Mais do que isso, tem outra coisa que me incomoda: bem que a mídia podia parar de explorar a morte de uma pessoa. Realmente não creio que todas as cenas, os clipes, as informações (que, aliás, são velhas. Ele morreu, gente. É isso! Não tem mais novidade sobre ele.) sejam por amor ao Michael ou por vontade de agradar aos fãs. Ao contrário, nos últimos anos essa mesma mídia pisou e falou de tudo sobre Michael Jackson. O que se deseja, provavelmente, é garantir a audiência. Porque, se uma emissora só fala dele, então a outra tem que superá-la. E daí outra tem que superar a segunda e daí por diante.

Por último, me indigna a reação das pessoas. De repente, todo mundo que só sabe cantar Beat it, quem nunca foi mesmo fã do cantor, começa a demonstrar uma supertristeza. Começa a buscar aquele canal que leva notícias, que mostra cenas e toca músicas (de preferência as lentinhas e melancólicas). E mais: todas as lojas, de repente, vêem seus estoques de material do artista (no caso, Michael Jackson) acabarem na correria por artigos do falecido. Gente, o que é isso?? O que essas pessoas pensam? Que nunca mais serão fabricados cds, dvds do Michael Jackson? Será que todos os mp3 irão desaparecer do mundo virtual? Gente, se existem artigos para comprar de Elvis, Villa-Lobos e sei-lá-mais-quem-bem-antigo, será que do Michael Jackson entrarão em extinção?

Sendo assim, faço um apelo: respeitemos a morte. Em geral. Não só do Michael Jackson e de algum outro artista. Mas de cada ser humano. Pensemos que todos um dia passaremos por isso, esse momento chegará  para todos nós. O que será que diremos, então, diante do Criador quando esse dia chegar?

Ontem eu perdi minha carona pra voltar do trabalho, que fica na Barra da Tijuca. E tinha marcado de encontrar umas amigas em Ipanema. Tive que ir direto pra lá, sem passar em casa e tomar um banho básico. Lamentável.

Por isso, às 19 horas estava pegando um ônibus que iria levar uma hora e meia pra me deixar no meu destino. Coisa que pode enlouquecer uma pessoa. Peguei meu livrinho ( Slam, do Nick Hornby) e fui. O ônibus até tinha ar condicionado e tal, mas realmente esse tempo todo no trânsito é brabo. Doem as costas, a cabeça e você fica com vontade de chorar.

Era mais ou menos assim que eu me sentia quando levantei do banco para descer no ponto. No entanto, quando saí daquele ambiente fechado e respirei o ar marítimo, tudo mudou. De repente as costas doeram menos e a viagem não parecia ter sido tão cansativa. Aquele ar salgado traz uma coisa dentro do peito que não dá para explicar.

Viver no Rio de Janeiro tem dessas coisas. Acho que não há outro lugar no mundo em que se possa dizer algo assim. Deus sabe como eu sou feliz por ter nascido aqui!

Eu nasci e cresci no Rio. Tirando os seis meses durante os quais estudei fora do Brasil, não tenho experiência de morar em nenhuma outra cidade. Até tenho muita vontade. Ainda vou passar um tempo em São Paulo. E também quero morar em Paris. Não por toda a vida. Voltarei sempre para os braços do Rio de Janeiro.

Então, posso dizer que sou carioca. Carioquíssima. Da melhor (ou pior) espécie. Visto a camisa: não admito que falem mal, não morro de medo de violência. Moro na Zona Norte, mas o meu sonho imobiliário é um apartamento na Prudente de Moraes. Apesar de ter visto um número de cidades pelo mundo afora, e saber que ainda há muita coisa para se ver, fato é que não há cidade com a qual eu compare o Rio. Meu Rio.

É claro que, como eu qualquer relação, eu sei que meu parceiro não é perfeito. Mesmo não sendo humano. Porém, acredito que a maior parte de seus problemas não é culpa dele. De si mesmo, ele dá o melhor: o clima, a geografia, a localização, os filhos de suas entranhas. O Rio não é dado a desastres naturais, não esfria demais (mas pode esquentar um bocado). E lindo, todos têm que concordar, que ele continua sendo.

E eu sou completamente apaixonada por ele! Gosto dos seus calores, de sua aparência, de sua alma e de seu intelecto. Gosto do jeito que me sinto dentro dele. Da maneira como fico feliz ao conhecer um aspecto seu que ainda não conhecia. De me sentir totalmente em casa, apenas por pisar em seu solo, mesmo depois de meses fora. Aliás, sinto-me ligada a ele mesmo distante dele. Gosto de perceber seu sotaque, suas gírias e seus trejeitos. Amo suas cores e seu jeito despojado de ser. Me identifico com sua arte e com suas praias.

Eu digo – com orgulho – “o Rio de Janeiro é a minha cidade”. Porém, o pronome possessivo não poderia estar sendo mais mal usado. O Rio não me pertence. Eu pertenço a ele.