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Archive for agosto \30\UTC 2009

A minha última semana de vida foi muito cansativa. Em todos os sentidos. Trabalhei, literalmente, por duas; e, ainda, estive com uma ressaca espiritual (se é que isso existe!) daquelas.

Na sexta, o último dos fatídicos dias, acordei atrasada, considerando que deveria chegar mais cedo que o normal no trabalho. Tive que pegar um ônibus a mais (o que acabou sendo vão) e o trajeto de mais ou menos meia hora até metade do caminho foi um tanto… como dizer?… “animado”.

Antes de prosseguir, preciso fazer uma confissão: eu sou uma reclamona. Sou mesmo. E se tem uma coisa que sei fazer bem é reclamar (talvez pelos anos de prática)! Posso fazer a reclamação até soar cômica. Faço uso de vocabulário irônico, entonação, choramingos… enfim. Um grande espetáculo.

Então, naquela sexta-feira, peguei um ônibus e acabei me sentando ao lado de um senhor de seus, talvez, 50,60 anos de idade. Devo dizer que só após ter sentado ao seu lado percebi a trilha sonora que vinha…huummm…dele: “a burguesinha, burguesinha,burguesinha, burguesinhaaa”. E o repertório não tinha fim. Ele foi cantando e batucando samba o caminho inteiro. E eu sentada ao seu lado tentando ler meu livrinho.

Bem, era de se esperar que eu fosse os trinta minutos até lá reclamando. E mandando torpedos reclamões de desabafo pra quem eu soubesse que estava acordado àquela hora. Mas quer saber? Acabei não fazendo isso. Ao contrário, ele acabou me fazendo pensar sobre a minha reclamação. Porque, assim, eu sei que Deus não aprova murmuração. Porém, só o saber que Ele não gosta, nunca me impediu de fazê-lo (verdade seja dita). Sinceramente, eu nunca entendi direito porque eu não posso desabafar a minha insatisfação com o que está acontecendo num determinado momento.

Mas nesse dia eu fiquei pensando sobre o porquê de reclamar. Estava ali ao meu lado uma pessoa que, provavelmente tinha acordado mais cedo do que eu, e cuja semana de trabalho poderia e deve ter sido mais dura do que a minha. Mas ele não ia resmungando. Ia cantando. Naquele momento percebi a minha grande ingratidão. E, então, de repente, eu acho que entendi.

Na verdade, eu não posso reclamar das coisas. Naturalmente falando, tudo me vai bem: gosto do trabalho, tenho família, saúde. Enfim, algumas pessoas matariam para viver assim. Porque, então, eu tenho essa necessidade de reclamar, de buscar uma satisfação estranha? Deus me deu o dom da vida. Deus mandou Jesus, para que eu pudesse ser Sua amiga. Deus está me dando uma nova oportunidade de me dedicar inteiramente a Ele, me dando a esperança de passar a eternidade ao Seu lado.

É realmente muita ingratidão reclamar do fato de que, ao seu lado no ônibus, existe uma pessoa que canta por um motivo qualquer…

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Obstáculos

O que tem valor?

O que tem valor?

“Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha”

Mc 10: 24b – NTLH

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OPEN AT KYLE’S HOUSE

LORELAI: Uh, so let’s get back to the party recap. Any little details you wanna tell Mommy?

RORY: Jess and Dean got into the fight.

LORELAI: Over you.

RORY: I was a contributing factor.

LORELAI: Was anyone hurt?

RORY: No.

LORELAI: And that’s why the cops came and broke up the party?

RORY: Yes.

LORELAI: So not only did you go to a cop-raided party but you started the raid?

RORY: Yes.

LORELAI: This fence is broken because of you, this crap is on the ground because of you.

RORY: What’s your point?

LORELAI: [sings] Did you ever know that you’re my hero?

RORY: Oh my God!

LORELAI: [sings] You’re everything I would like to be. And I could fly higher than an eagle, ‘cause you are the wind beneath my wings.

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Muito estranho eu ter postado uma cena de Garota de Rosa-shocking e dois dias depois o diretor John Huges morrer! Essas coisas estão acontecendo esse ano… Num domingo qualquer estávamos um grupo de amigos aqui em casa e resolvemos colocar um dvd do Michael Jackson; na quinta-feira da mesma semana saiu a notícia de que ele havia morrido. Acho que estou desenvolvendo estranhos poderes…

Enfim… Esse vídeo é só para lembrar como os filmes do John Huges permearam a minha infância. E, acredito, de muita gente também. Passava direto na sessão da tarde. E eu via sempre. Adorava! Agora, com a maravilha do dvd vejo com som original e quando quero. Salvo alguns que precisei baixar e não ficaram assim uma brastemp.

Atentem para a dublagem do John, que foi feita pelo Selton Melo. Eu sempre confundo a voz dele com a do Danton. São tão parecidas… Tinha que ser dublado, para lembrar das sessões da tarde!

Bjs

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Essa é umas das melhores cenas do cinema de todos os tempos. Na minha humilde opinião. Quem diria que, anos depois, ele se tornaria Alan Harper. tsctsctsc. Pra quem não sabe, o filme é Pretty in Pink. Ou Garota de rosa shocking. E você, que não sabia disso, corra na melhor locadora e alugue.

Té!

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Alex and Gigi

Alex and Gigi

Ando viciada nesse filme. Acabo até gostando de Keane porque a cena de beijo leva “Somewhere Only We Know” como música de fundo.

Eu sou uma menina típica no quesito “Chickflicks”. Vejo. Amo. Revejo inúmeras vezes. Logo, gosto (muito) de “Ele não está tão afim de você”.

Mas esse filme tem uma coisa de diferente. Apesar do final feliz, ele fala algumas verdades muito importante que toda garota deve saber. Realmente a cultura ocidental tem feito que nós, meninas, moças, mulheres – chame como quiser – acreditemos em coisas absurdas. Em príncipe encantado, amor à primeira vista, paixão eterna e afins. Isso é tão bizarro!! Não há maneira melhor de descrever. Eu mesma, que me considero bem cínica (por exemplo, não acredito, nem com muito esforço no tal ‘amor à primeira vista’), às vezes me pego nos devaneios dos filmes hollywoodianos. E isso não faz bem, cara. Definitivamente. Porque, no final, quando a música perfeita não toca na hora do beijo, mas sim um funk idiota em algum baile perto da sua casa. Ou o príncipe é meio grosso e tem chulé. Daí, sobe aquela frustração, uma vontade de matar o mundo, quebrar tudo, pegar um balde de pipoca e o novo dvd remasterizado de colecionador que você acabou de comprar de Gatinhas e Gatões e assistir entendendo que esse tipo de felicidade não é para você. E não é mesmo.

Aliás, eu acho que deveria ser obrigatório que viesse em todos os dvds de Chick flicks muitos extras. E todas deveriam assistir. Quem sabe era uma chance de se cair na real? Ver que todo o romance e glamour daquela cena deve muito à música (que é inserida depois) e à edição (que corta daqui, ajeita de lá e -bam- tudo lindo!). O beijo romântico e lindo, na verdade aconteceu com dezenas de pessoas assistindo, muito ensaio antes e uma iluminação perfeita.

Não é que as mulheres não devam acreditar em amor, ou em felicidade conjugal. Mas é fato que nós precisamos parar de acreditar em contos de fadas! Precisamos colocar em nossas lindas e eficientes cabecinhas que podemos encontra alguém legal, charmoso, cúmplice e etc. E podemos realmente viver uma história de amor. Só que o cara não vai aparecer num cavalo branco. Nem em um Audi A4. Não necessariamente. E mesmo que apareça, não quer dizer que a vida será perfeita e sem problemas. Nem que ele será perfeito. Aliás, me lembrei agora de uma daquelas camisetas de frases infames que vejo pelas ruas que diz assim: “não existe mulher feia/você é que bebeu pouco”. Acho que deveríamos ter uma que dissesse: “Não existe homem perfeito/você é que se iludiu demais”.

B-bye!

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