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Archive for maio \31\UTC 2009

Ensaio Sobre a Cegueira

Como a minha cópia autografada de Ensaio Sobre a Cegueira.

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“Seria mil vezes lastimável se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como os homens, ou se parecessem com os homens, pois se os dois sexos são bem insuficientes, considerando a vastidão e a variedade do mundo, como nos arranjaríamos com apenas um? Não deveria a educação revelar e fortalecer as diferenças, e não as similaridades? Pois temos uma semelhança excessiva do jeito que as coisas são, e se algum explorador voltasse e trouxesse notícias de outros sexos espiando através dos galhos de árvores em outros céus, nada prestaria maior serviço à humanidade.”

Virgínia Woolf, Um Teto Todo Seu

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Formatura

Há mais ou menos um mês e meio aconteceu minha formatura. Aquela na qual vestimos beca e capelo, sentamos bonitinhos e fazemos mamãe e papai chorarem.

Verdade seja dita: não fiquei o tempo todo sentada e comportadinha. Os principais cartazes infames eram mostrados por minhas mãos. Incluindo uma “homenagem” ao Rodrigo Santoro (ele merece!). Mas enfim, Papai e Mamãe choraram. Eu não chorei. Só um pouquinho, pois tenho que manter a minha fama de má.

Enfim, formatura é uma coisa estranha, né? Quero dizer, você passa quatro anos (em algumas faculdades ainda mais) estudando, estagiando, ralando muito. Alguns trabalham e estudam; alguns precisam tomar decisões importantíssimas nessa época. E todas essas coisas convergem para esse dia, para uma cerimônia que dura cerca de duas horas (no caso da minha, pois a turma era pequena, e os discursos foram encurtados). Em seguida, joga-se o “chapeuzinho” pra cima, tira-se as últimas fotos com aquela roupa e, daí, acabou. C`est fini.

Opa! Peraí! Acabou? Não, na verdade não. É aí que começa uma nova caminhada, uma nova vida. Um ciclo termina, outro ciclo começa. Pessoalmente, entrei bem devagar nessa fase. Não estou a buscar emprego, pois meu estágio será até o fim de 2009. Graças a Deus! Não sei como as pessoas conseguem passar por tudo de uma vez só.

Mas não reclamo de novos ciclos. Cada momento é importante. Minha vida de estudante universitária foi muito boa, não posso reclamar. Estudei muito muito muito. Fiz monitoria e iniciação cientifica. Absorvi tudo que pude. Fui estudar em outro país, fiz boas amizades. Desfrutei do melhor. Congressos, viagens, lanches, risadas, brigas, estresses de final de período.

O ciclo de recém-formada tem sido ótimo. Ando descobrindo a dor e a delícia de ser professora, apesar de ainda ser estagiária. Mil projetos se materializam e desfazem na minha mente. Só Deus sabe o que Ele me reserva para a vida, mas confio de que será tudo de bom.

Beijos!

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Recomeço

“Emília engoliu a pílula muito bem engolida, e começou a falar no mesmo instante. E falou, falou, falou mais de uma hora sem parar. Falou tanto que Narizinho, atordoada, disse ao doutor que era melhor fazê-la vomitar aquela pílula e engolir outra mais fraca.

– Não é preciso – explicou o grande médico. Ela que fale até cansar. Depois de algumas horas de falação, sossega e fica como toda gente. Isso é ‘fala recolhida’, que tem que ser botada pra fora.”

(LOBATO, J.M.B. Reinações de Narizinho)

“Na fala de cada um de nós cruzam-se muitas outras já que, ao falar, nós falamos nosso próprio tempo, nossa cultura, nosso meio social, as leituras que fizemos e as leis socias que nos formaram.”

(CERDEIRA, A. ANDREIUOLO,B. Subjetividade em Questão)

Volto ao ambiente virtual. Uma necessidade de falar, escrever, me traz aqui. Minha fala recolhida às vezes não me deixa em paz. A vantagem é que  não há prazos, regras, compromissos. Escrevemos porque queremos. Se não quisermos, apertamos o “delete”.
Beijos!

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