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Anne de Green Gables

Anne de Green Gables, Martins FontesO enredo, a princípio, parece mais do que batido: “menina órfã é adotada por bons cristãos e acaba tocando suas vidas tanto quanto e tocada por eles”.

O livro cobre cerca de seis anos na vida da menina Anne Shirley, começando aos 11 e terminando, aproximadamente, aos 17 anos. Nesse intervalo, conhecemos a fundo Anne: suas carências, seus medos, suas esperanças e sua forma romântica de encarar a vida. Rimos com as trapalhadas em que se mete e das coisas que diz. Nos emocionamos com ela. Choramos suas tristezas e torcemos para que se torne a “boa menina” que tanto almeja ser.

L.M. Montgomery conseguiu transmitir não somente as emoções da sua personagem, mas ainda cada cantinho belo nos quais seus olhos pousam de uma maneira sublime. É possível visualizar cada flor, cada rio, cada pôr-do-sol. E tudo se torna lindo além de poético…

Trata-se de uma história de amor, amizade e valorização de virtudes hoje, talvez em boa parte, esquecidas. É preciso preparar-se para o deleite desse livro envolvente (470 página difíceis de largar) com seus risos. lágrimas e uma protagonista forte e apaixonante.

Anne de Green Gables é um livro excelente. Eu recomendo!

Quem roubou nossa coragem?*

No mês passado a capa da revista Época Negócios foi um homem, ou melhor, rapaz, chamado Mark Zuckerberg, criador do Facebook. Chamei-o de rapaz porque o mocinho não tem nada mais, nada menos do que 25 anos. Meu pai é assinante dessa revista – ainda não entendi porquê – e por isso pude ler a reportagem, que aliás era enorme. História longa sendo muito resumida, trata-se de um garoto que assiste uma palestra ministrada por Bill Gates, resolve trancar a faculdade (Harvard, diga-se de passagem) por um tempinho com a finalidade de se dedicar a alguma coisa que fosse nova e que o tirasse do anonimato. O tempinho se tornou pra sempre, o garoto se tornou o criador do Facebook, e sua conta bancária, juntamente com seu prestígio, se multiplicaram por números astronômicos.

Atualmente, me encontro em uma fase de reflexão, do tipo: “o que fiz com minha vida até aqui?” Me pergunto isso todos os dias. E quando li a tal reportagem, não tive como não me fazer essa pergunta, principalmente pelo fato de que há dois anos não tenho mais os meus 25 aninhos. E provavelmente muitas pessoas poderiam sentir alguma coisa também. Afinal, a história é de uma pessoa que chegou ao topo muito, muito jovem; e esse tipo de história sempre nos leva a pensar que queríamos ter realizado algo grande na juventude, na vida, etc.

Sinceramente, o que mais me chamou atenção na trajetória de Mark não foi o dinheiro que ele ganhou, nem o sucesso que alcançou. A minha mente e reflexão se prenderam especialmente na ousadia de um menino de 19 anos. Ousadia de largar tudo o que tinha, pois mesmo que não fosse rico, ele tinha o status de ser estudante da Harvard, e com isso, certamente um bom e estável futuro trabalhando em alguma empresa nos EUA. Ousadia de investir tudo em um projeto que não oferecia nenhuma garantia de que daria certo. Ousadia de bater na porta de investidores e receber grandes e redondos “nãos”. Essa história poderia ter tido um final totalmente diferente, com Mark voltando para a faculdade, depois de ter perdido um bom tempo, com o rabinho entre as pernas, e se conformando com um futuro estável e mediano em alguma empresa. Mas não foi isso que aconteceu. Não havia nenhuma garantia de que daria tão certo. Não havia garantias ou promessas de se tornar bilionário. Porém, ele ousou, arriscou-se completamente e o resultado foi surpreendente.

A história de Mark me fez refletir sobre a minha covardia. Não, eu nunca tive uma grande idéia que deixei ir pelo ralo. Mas a minha covardia me fez jogar outras coisas pelo ralo: meu tempo, meus primeiros anos de juventude, minha comunhão com Deus. Hoje olho para a história de Mark e penso que queria ter tido a sua coragem. No campo do espírito, digo.

É preciso coragem para seguir a Jesus! Isso fica bem provado quando do episódio em que o moço, que tinha muito dinheiro, vai até Ele e pergunta: “Mestre, o que eu devo fazer para ter a vida eterna?”, ao que Jesus responde: “Você conhece os mandamentos, siga-os!” (parafraseando). Então o jovem Lhe diz que os tem seguido desde a infância. É depois dessa afirmação que vem a prova de coragem, quando Jesus diz ao jovem: “Sendo assim, vai, vende tudo o que você tem, pegue o dinheiro e dê aos pobres, depois venha e me siga.” O rapaz, infelizmente, não obedece e volta para casa triste. Às vezes fico imaginando porque motivo ele se vai triste. Será que sua tristeza não vinha, pelo menos em parte, por ele ter percebido que não tinha coragem? Talvez ele tenha voltado para casa pensando que não tinha coragem de ser pobre, mesmo que esse fosse o preço para passar a eternidade com Deus. Sem as suas riquezas, quem iria garantir a sua vida, o seu futuro? Talvez ele temesse passar necessidade. Talvez ele quisesse ter “comida, diversão e arte”, não visse a si mesmo sem essas coisas e temesse que andar com Cristo não o satisfizesse e, assim, passaria o resto da vida pensando naquilo que deixou para trás.

Sempre que leio esse texto, tento me colocar no lugar desse rapaz. Não que eu tenha muitas riquezas… Quer dizer, na realidade, no mundo de hoje, eu posso sim me considerar muito rica com tudo o que tenho: todas as minhas necessidades básicas estão completamente supridas, e até as minhas futilidades são relativamente satisfeitas (não digo totalmente porque o desejo pelas futilidades não tem fim). Considerando um mundo onde morre uma criança na África a cada três segundos de causas que podem ser contornadas, eu sou verdadeiramente rica! Mas esse é um assunto pra outro post…

A verdade é que Jesus não disse claramente para aquele rapaz que ele passaria necessidades. Ao contrário, no Sermão do Monte Ele deixa claro que Deus sabe de tudo o que precisamos e que suprirá essas coisas. Porém, Ele exigiu confiança, fé. Coisa que nem todos estamos dispostos a dar.

Exigimos garantias. Coisa que o Mark, do Facebook, não tinha. O mais lamentável, pra mim, é que realmente, não há garantias em relação a algumas coisas. Não sei se vou encontrar o chinelo velho para o meu pé cansado; também não há garantias de que minha carreira será bem sucedida, nem se ganharei algum dinheiro. Jesus não garante que terei saúde plena durante toda a vida; nem que darei a volta ao mundo. Essas coisas são superficiais.

No entanto, há garantias. Garantia de satisfação plena, daquelas que não se encontra no sucesso profissional. Há garantia de uma casa pela eternidade; há garantia de uma enorme família de irmãs e irmãos; há garantia de Amor verdadeiro; há garantia de misericórdia; há garantia de paz que não se pode entender; há garantia de um ver a Deus; a garantias de uma nova mente e m coração de carne; há garantia de sentir algo que vai além, muito além dos sentimentos romantizados pelos filmes de Hollywood. Há garantias muito mais profundas do que qualquer uma que outra pessoa, que não Cristo, possa me oferecer. Se eu parar pra pensar bem, não é preciso nem muita coragem…

* Inspirado em: Quando o sol bater na janela do seu quarto, da Legião Urbana.

Romanos 8

Epifania

A minha última semana de vida foi muito cansativa. Em todos os sentidos. Trabalhei, literalmente, por duas; e, ainda, estive com uma ressaca espiritual (se é que isso existe!) daquelas.

Na sexta, o último dos fatídicos dias, acordei atrasada, considerando que deveria chegar mais cedo que o normal no trabalho. Tive que pegar um ônibus a mais (o que acabou sendo vão) e o trajeto de mais ou menos meia hora até metade do caminho foi um tanto… como dizer?… “animado”.

Antes de prosseguir, preciso fazer uma confissão: eu sou uma reclamona. Sou mesmo. E se tem uma coisa que sei fazer bem é reclamar (talvez pelos anos de prática)! Posso fazer a reclamação até soar cômica. Faço uso de vocabulário irônico, entonação, choramingos… enfim. Um grande espetáculo.

Então, naquela sexta-feira, peguei um ônibus e acabei me sentando ao lado de um senhor de seus, talvez, 50,60 anos de idade. Devo dizer que só após ter sentado ao seu lado percebi a trilha sonora que vinha…huummm…dele: “a burguesinha, burguesinha,burguesinha, burguesinhaaa”. E o repertório não tinha fim. Ele foi cantando e batucando samba o caminho inteiro. E eu sentada ao seu lado tentando ler meu livrinho.

Bem, era de se esperar que eu fosse os trinta minutos até lá reclamando. E mandando torpedos reclamões de desabafo pra quem eu soubesse que estava acordado àquela hora. Mas quer saber? Acabei não fazendo isso. Ao contrário, ele acabou me fazendo pensar sobre a minha reclamação. Porque, assim, eu sei que Deus não aprova murmuração. Porém, só o saber que Ele não gosta, nunca me impediu de fazê-lo (verdade seja dita). Sinceramente, eu nunca entendi direito porque eu não posso desabafar a minha insatisfação com o que está acontecendo num determinado momento.

Mas nesse dia eu fiquei pensando sobre o porquê de reclamar. Estava ali ao meu lado uma pessoa que, provavelmente tinha acordado mais cedo do que eu, e cuja semana de trabalho poderia e deve ter sido mais dura do que a minha. Mas ele não ia resmungando. Ia cantando. Naquele momento percebi a minha grande ingratidão. E, então, de repente, eu acho que entendi.

Na verdade, eu não posso reclamar das coisas. Naturalmente falando, tudo me vai bem: gosto do trabalho, tenho família, saúde. Enfim, algumas pessoas matariam para viver assim. Porque, então, eu tenho essa necessidade de reclamar, de buscar uma satisfação estranha? Deus me deu o dom da vida. Deus mandou Jesus, para que eu pudesse ser Sua amiga. Deus está me dando uma nova oportunidade de me dedicar inteiramente a Ele, me dando a esperança de passar a eternidade ao Seu lado.

É realmente muita ingratidão reclamar do fato de que, ao seu lado no ônibus, existe uma pessoa que canta por um motivo qualquer…

Obstáculos

O que tem valor?

O que tem valor?

“Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha”

Mc 10: 24b – NTLH

OPEN AT KYLE’S HOUSE

LORELAI: Uh, so let’s get back to the party recap. Any little details you wanna tell Mommy?

RORY: Jess and Dean got into the fight.

LORELAI: Over you.

RORY: I was a contributing factor.

LORELAI: Was anyone hurt?

RORY: No.

LORELAI: And that’s why the cops came and broke up the party?

RORY: Yes.

LORELAI: So not only did you go to a cop-raided party but you started the raid?

RORY: Yes.

LORELAI: This fence is broken because of you, this crap is on the ground because of you.

RORY: What’s your point?

LORELAI: [sings] Did you ever know that you’re my hero?

RORY: Oh my God!

LORELAI: [sings] You’re everything I would like to be. And I could fly higher than an eagle, ‘cause you are the wind beneath my wings.

Muito estranho eu ter postado uma cena de Garota de Rosa-shocking e dois dias depois o diretor John Huges morrer! Essas coisas estão acontecendo esse ano… Num domingo qualquer estávamos um grupo de amigos aqui em casa e resolvemos colocar um dvd do Michael Jackson; na quinta-feira da mesma semana saiu a notícia de que ele havia morrido. Acho que estou desenvolvendo estranhos poderes…

Enfim… Esse vídeo é só para lembrar como os filmes do John Huges permearam a minha infância. E, acredito, de muita gente também. Passava direto na sessão da tarde. E eu via sempre. Adorava! Agora, com a maravilha do dvd vejo com som original e quando quero. Salvo alguns que precisei baixar e não ficaram assim uma brastemp.

Atentem para a dublagem do John, que foi feita pelo Selton Melo. Eu sempre confundo a voz dele com a do Danton. São tão parecidas… Tinha que ser dublado, para lembrar das sessões da tarde!

Bjs